O que é GRIS do Seguro de Carga?

O que é GRIS do Seguro de Carga?

O que é GRIS do Seguro de Carga?

Já falamos sobre custos dos Seguro de Carga em outros textos, explicamos sobre sua forma de cobrança, de pagamento, de cálculo, as diferenças nas taxas, entre outros.

Dentro desses temas existe um termo que é utilizado por muitos transportadores quando querem saber como fazer o cálculo do frete com seguro: E qual é o meu GRIS?

GRIS x Ad Valorem

O custo total dos seguros que será aplicado sobre o valor da carga é chamado de Ad Valorem.

O GRIS na verdade é um dos valores utilizados para compor o AD Valorem.

O termo GRIS se refere ao valor do Gerenciamento de Risco que será utilizado para um determinado embarque.

Confuso?

Vou tentar escrever cada um deles de outra forma, pra que fique mais fácil de compreender qual o papel do GRIS dentro do Ad Valorem e do frete.

Vamos lá:

Ad Valorem = Valor do Seguro de Acidente + Valor do Seguro de Roubo + Valor do Gerenciamento de risco (GRIS)

Para saber quais são esses valores, você precisará calcular cada um individualmente e depois somá-los.

Exemplo 1 – Uma carga de R$ 50.000,00 será transportada de Minas Gerais para São Paulo, e precisará apenas da liberação do motorista e do ajudante (ambos já agregados da transportadora):

Valor do Seguro de Acidentes – RCTR-C

  • Valor da Carga: R$ 50 mil
  • Taxa de MG para SP = 0,05%
  • Desconto Comercial da Apólice: 0%
  • Valor do RCTR-C = R$ 50 mil x 0,05% = R$ 25,00

Valor do Seguro de Roubo – RCF-DC

  • Valor da Carga: R$ 50 mil
  • Taxa da apólice = 0,035%
  • Valor do RCF-DC = R$ 50 mil x 0,035% = R$ 17,50

Valor do Seguro de Roubo – RCF-DC

  • Valor da liberação do motorista: R$ 8,00
  • Valor do cadastro + liberação do novo ajudante: R$ 30,00
  • Valor do GRIS: R$ 38,00

Agora vamos ao cálculo do Ad Valorem:

Ad Valorem = Valor do Seguro de Acidente + Valor do Seguro de Roubo + Valor do Gerenciamento de risco (GRIS)

Ad Valorem = R$ 25,00 + R$ 17,50 + R$ 38,00 = R$ 80,50

Explicando o GRIS:

O GRIS é o custo que você terá com o gerenciamento de risco do embarque, entretanto, nem todos os embarques possuem os mesmos requisitos de segurança.

No exemplo que dei, o embarque tem o gerenciamento de risco mais simples, apenas liberação do motorista e ajudante.

Outras medidas de gerenciamento possuem seus custos individuais, tais como: Rastreamento, Escola, Abordagem de Isca, etc.

Deve se levar em consideração também a tecnologia utilizada nos embarques rastreados. Muitas vezes, a transportadora adquiriu recentemente um equipamento de rastreio, que possui além da parcela do equipamento, a taxa de prestação do serviço de tecnologia.

Esse serviço, em particular, é um custo fixo para os donos de rastreadores, porque ainda que o parcelamento do equipamento seja quitado, o custo da tecnologia permanece durante toda a vida do equipamento.

É uma prática comum do mercado cobrar uma porcentagem sobre o valor da mercadoria como GRIS. Justamente para evitar cobrar a mais ou a menos avaliando caso a caso.

As taxas que tivemos acesso até o momento variam de 0,02% a 1%. Lembrando que esse valor não é fixo, e sim negociado comercialmente entre o transportador e o cliente.

Explicando os cálculos:Ad Valorem = Valor do Seguro de Acidente + Valor do Seguro de Roubo + Valor do Gerenciamento de risco (GRIS)

Como falamos acima, o GRIS pode ser cobrado em forma de taxa, de acordo com o balanço e análise de cada transportador.

Sendo assim, podemos simplificar a conta, transformando todos os valores em taxas.

Veja:

Ad Valorem = Valor do Seguro de Acidente + Valor do Seguro de Roubo + Valor do Gerenciamento de risco (GRIS)

Ad Valorem = Taxa do RCTR-C + Taxa do RCF-DC + Taxa do GRIS

Supondo que o transportador do Exemplo 1 tenha fixado seu GRIS como 0,5%, temos:

  • Ad Valorem = RC 0,05% + DC 0,035% + GRIS 0,08%
  • Ad Valorem = 0,165%
  • Ad Valorem = R$ 50 mil x 0,135% = R$ 82,50

O que pode acontecer nesse tipo de valor de GRIS pré-fixado, é o total ser menor do que o necessário para cobrir os custos.

No exemplo acima, o valor seria quase exato, ou seja, caso esse fosse o padrão da empresa e o embarque precisasse ser rastreado, não haveria caixa para custear esse rastreamento.

Por isso é importante fazer as contas caso a caso ou, utilizar sempre os valores reais.

Ficou mais claro utilizando o exemplo? Deixe nos comentários caso tenha alguma dúvida!


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2 Responses

  1. Cláudio disse:

    Olá!
    Obrigado pelas postagens!
    Elas são muito esclarecedoras e ajudam no entendimento.
    Continuem postando conteúdos como esses, que nos agrega muito conhecimento no seguro de transportes.
    Parabéns pela iniciativa!!!

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